cultura tuaregue...
Tuareg culture...
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23/08/2009

Haira Arby

Haira Arby has been called the nightingale of the North, and although she has never had an international release, she is unquestionably the reigning queen of song in Timbuktu, Mali. She sings about the traditional ways of the Songhai and Tuareg people, but also about contemporary issues, like democracy and development.
(Source: CalabashMusic.com)




© guardian.co.uk.

16/08/2009

Falecimento de Tarzagh Benomar aos 84 anos de idade



Faleceu Tarzagh Benomar que, de uma forma exemplar deu a conhecer ao mundo o Imzad, contribuindo para a sua conservação, valorização e perpetuação.

Foi transmitindo o seu legado através de inúmeros workshops em Djanet, o seu local de residência, entre 2002 e 2005.

Feu Hadj Moussa Akhamok, Aménokal Tuaregue, afirmou um dia, "O Imzad é para os tuaregue aquilo que a alma é para o corpo".

Resta à Associação Sauver l'Imzad e a todos os que defendem e promovem a cultura tuaregue a continuação da valorização deste património.

18/07/2009

Tinariwen Tour - Austria, Germany, Switzerland and Croatia - November 2009

TINARIWEN veröffentlichen ihr neues Album mit dem Titel Imidiwan : Companions wie zuvor auf dem britischen Inde­pen­diente Label, hierzulande über PIAS. Die 13 neuen Songs wurden diesmal von Jean-Paul Romann produziert, der schon zuvor am Debütalbum gearbeitet hatte (The Radio Tisdas Sessions, 2001). Imidiwan : Companions ist das vierte Album der Band und enthält alle Elemente, die diese Band für westliche Ohren so faszinierend machen: raue Einfachheit, melodische Schönheit, Songs, die von großer epischer Breite und Universalität bis hin zu Intimität und Nähe reichen. Die Aufnahmen sind in Tessalit entstanden, einem Wüstendorf und Heimat der Bandmitglieder Ibrahim Ag Alhabib & Hassan Ag Touhami.

Das Album beginnt mit "Imidiwan Afrik Tendam", einer Art Hymne an alle Freunde und Gefährten, die mit TINARIWEN auf ihrer langen Reise mitgelitten und mittriumphiert haben. Mit dem Song "Tamodjerazt Assis" gelingt dem legendären Dichter Japonais ein funkelnder, erdiger Beitrag, der eigentlich Schmerz und Bedauern zum Thema hat. Intidao, ein Tourstammgast der Band, debütiert als Komponist und Leadsänger beim Song "Imazaghen N' Adagh". Und Ibrahim singt einen der berühmtesten Tinariwen Songs überhaupt, "Chegret", in dem er seine Tuareg Landsleute harte Fragen zum Thema Wüste und ihren Problemen stellt.

Die 30jährige Bandgeschichte ist eine faszinierende und inspirierende Geschichte. Ursprünglich ist die Band als loses Kollektiv heimatloser Tuareg Musiker um Ibrahim Ag Alhabib entstanden, der zwar in Mali geboren, jedoch zunächst in den Flüchtlingslagern in Algerien nahe der Grenze zu Mali und später in der südalgerischen Stadt Tamanrasset aufgewachsen ist, von wo er die Unterdrückung der Tuareg durch die damalige Regierung in Mali Anfang der 60er Jahre verfolgen konnte. Ende der 70er Jahre kam dieses Kollektiv zusammen – allen gemeinsam war die Leidenschaft sowohl für die traditionelle Musik & Dichtung der Tuareg, als auch für westliche Rock - und Popkünstler wie Hendrix, Santana, Bob Marley und Led Zeppelin. Langsam, aber stetig konnten sie ihren Ruf in der Sahara und angrenzenden Regionen aufbauen.

Dann folgten sie einem Ruf Ghadaffis und später der MPA (Mouvement Populaire de l’Azawad – einer rebellischen Tuareg Bewegung) und wurden Teil der "Wüstenarmee", in der andere, ähnlich denkende Musiker involviert waren. In den frühen 80ern kehrte die Gruppe zurück nach Tessalit in Mali. Man spielte weiter und Ende der 90er Jahre war TINARIWENs Ruf weit über die Grenzen der Sahara hinaus bekannt – so spielten sie schon 1999 einige Konzerte in Frankreich und 2001 schließlich das erste "Festival in the Desert" in Mali, wo sie als Stars gehandelt wurden und endgültig den Weg betraten, der sie in Europa zu einer der beliebtesten und umjubelten Band aus Afrika machen sollte.

Danach kam der Erfolg sehr schnell – Ende 2001 trat die Band bei der WOMAD in London auf und veröffentlichte ihr "Debüt­album" The Radio Tisdas Sessions, das gefeiert wurde und mühelos selbst jene erreichte, die sich bis dato wenig für afrikanische Musik interessiert hatten und sich nun durch die Gitarrenläufe, den schmutzigen Sound der Wüste, die archaische Rhythmen und die wilde Rebellengeschichte angesprochen fühlten. In den vergangenen acht Jahren hat die Band ihren Aufstieg mit über 700 Konzerten allein in Europa vorangetrieben und zwei weitere Alben veröffentlicht, 2004 Amassakoul und 2007 Aman Iman. Auf diesem Wege wurden sie mit Auszeichnungen bedacht (z.B. den BBC Award for World Music im Jahre 2005 und der prestigeträchtige Prätoriusmusikpreis 2008) und haben auch eine Riege berühmter Fans eingesammelt, allen voran Robert Plant, Carlos Santana, Brian Eno, Thom Yorke, TV on the Radio und Bono & The Edge.



Live...

- 02.11.09 Wien A Arena
- 03.11.09 München D Ampere
- 04.11.09 Zürich CH Kaufleuten
- 05.11.09 Karlsruhe D Tollhaus
- 06.11.09 Berlin D Kesselhaus
- 10.11.09 Zagreb HR Aquarius
- 17.11.09 Hamburg D Fabrik
- 18.11.09 Köln D Gloria

Terakaft (novo álbum em 2010)

Os Terakaft preparam a saída do seu terceiro álbum que estará disponível em Janeiro de 2010.

Os Terakaft são um grupo Tuaregue, na mesma linha dos Tinariwen. Esta semelhança em nada é surpreendente, se tivermos em linha de conta que o grupo foi fundado por Kedou sendo actualmente liderado por Diara, ambos ex-membros da formação original dos Tinariwen.

A subscrição do álbum poderá ser feita através de tamasheq.net.




© Terakaft

09/07/2009

Festival do Camelo em Tessalit

O Festival do Camelo nasce da vontade dos seus promotores em promover a região de Tessalit, no Mali, uma região geograficamente isolada e incompreendida mas que encerra um potencial único.

As populações do Adagh desejam, através de um espaço próprio, proteger e preservar um património rico que tem as suas raízes nas tradições dos povos nómadas.

Trata-se de um evento cultural, artístico e desportivo, mas também de uma festa de reencontro, de alto valor social e importância histórica, centralizado na promoção do camelo, um animal da máxima importância para as populações do deserto do Sara, do qual dependem para a sua sobrevivência.

Destina-se a atingir um vasto público proveniente do Mali, do Magrebe, mas igualmente da Europa, criando assim oportunidades económicas para as populações locais.

Festival do Camelo em Tessalit, 30 e 31 de Dezembro de 2009 e 1 de Janeiro de 2010.













© Copyright fotografias / photographies / photography Fête du Chameau

05/07/2009

Tinariwen em Portugal (parte 2)

"Aman Iman", provérbio tuaregue que deu título ao álbum dos Tinariwen lançado em 2007, significa "a água é a vida".

"Aman Iman" é a realidade tuaregue. Um provérbio utilizado quando sentem sede de alguma coisa, que não necessariamente de água, mas igualmente sede de educação, de desenvolvimento, sede de qualquer outra coisa... a água é a alma.

O concerto inserido no AWM Arrábida World Music Festival em Setúbal, proporcionou a todos que estiveram presentes, o contacto directo com a cultura e a identidade tuaregue, que tenta a todo o custo não ser esquecida... "a água é a vida".

As imagens do concerto,


© FFP, 2009


© FFP, 2009


© FFP, 2009


© FFP, 2009


© FFP, 2009


© FFP, 2009


© FFP, 2009


© FFP, 2009


© FFP, 2009


© FFP, 2009


© FFP, 2009


© FFP, 2009

© Tinariwen, Fernando Faria Paulino, 2009
Tinariwen
TAGHREFT TINARIWEN Association

04/07/2009

Tinariwen em Portugal (parte 1)

À vous, avec amitié...
J'ai suivi le proverbe touarègue, "Choisis comme ami celui qui te surpasse et non celui que tu surpasses".


Os Tinariwen actuaram ontem no AWM Arrábida World Music Festival em Setúbal. Tratou-se da segunda deslocação da banda tuaregue a Portugal, após os concertos realizados em Outubro de 2007, em Leiria e Lisboa. Este ano, de acordo com o jornal Expresso, figuravam como cabeça de cartaz.

Durante as cerca de 8 horas que privei com eles, recebi mais do que uma verdadeira lição de vida, como acontece sempre que privamos com tuaregues. Humildade, hospitalidade, cumplicidade e amizade levadas ao extremo. Ibrahim, Hassan, Abdallah, Eyadou, Said, Elaga e Abdallah (Intindao) (contrariando a cultura tuaregue), obrigado!

As imagens antes da subida ao palco,


Ibrahim AG ALHABIB e Abdallah AG LAMIDA ©FFP, 2009


Abdallah AG ALHOUSSEYNI ©FFP, 2009


Said AG AYAD e Abdallah AG ALHOUSSEYNI ©FFP, 2009


Said AG AYAD preparando o nosso chá ©FFP, 2009


Elaga AG HAMID ©FFP, 2009


Hassan AG TOUHAMI ©FFP, 2009


Said AG AYAD ©FFP, 2009

27/06/2009

Witness - Desert Blues

George Azar takes a behind-the-scenes look at the 2008 "Festival of the Desert" organised by the Tuareg community in Mali.


© AlJazeeraEnglish




© AlJazeeraEnglish

Tinariwen no AWM - Arrábida World Music Festival 2009


© Tinariwen MySpace


Os Tinariwen actuarão em Setúbal, no Forte de S. Filipe, inseridos no AWM - Arrábida World Music Festival 2009, que decorrerá nos próximos dias 3 e 4 de Julho.

Conhecidos como o primeiro grupo a fundir a música tradicional Tuaregue com guitarras eléctricas, os Tinariwen são mais do que um grupo musical, representam uma verdadeira associação cultural com um objectivo muito forte: a defesa de um povo e da cultura Tuaregue.

20/06/2009

A colecção "Le Chant des Fauves" da Editora Reaktion

La collection "Le Chant des Fauves" du label Reaktion
par
Sedryk




L'idée de départ de la collection est de se servir de la musique comme d'un vecteur pour véhiculer auprès du public occidental des informations sur les conditions de vie (ou de survie) des populations sahariennes, en évoquant les problèmes politiques, climatiques, sociaux etc... Nombre de ces informations ne sont pas traités par les grands médias, comme la politique obscure de la France en Afrique.

Au delà de faire découvrir de la bonne musique, nous souhaitons offrir des "disques intelligents" à ceux qui souhaitent aller plus loin, en cassant au passage quelques clichés folkoriques hérités de la colonisation (l'homme bleu sur son dromadaire...).

Nos disques sont toujours accompagnés de livrets riches en textes (même pour la vente en téléchargement). Pour l'écriture des ces textes, nous mettons à contribution anthropologues, ethnologues, historiens, militants associatifs etc...

Au niveau économique, un second but est bien sûr de permettre à ces artistes de vivre et de faire vivre leur famille un petit peu mieux grâce à leur musique. Reaktion est structurée en association, reposant sur le bénévolat. L'argent qui rentre sert à payer les royalties des artistes (qui sont bien supérieures aux contrats des labels classiques) et à auto-financer les projets suivants. Cette structure légère et sans charge nous permet de ne pas avoir à rentrer dans le marketing du show-business habituel car nous n'avons pas d'obligation de résultats. C'est pourquoi nous privilégions aussi désormais la vente en téléchargement, plus légère à mettre en oeuvre.

Ceci nous permet de publier plus d'enregistrements et notamment des enregistrements à faible potentiel commercial, plutôt destinés à des personnes intéressées par le sujet et non le grand public à tous prix.

Au niveau artistique, nous ne souhaitons pas formater les artistes aux goûts occidentaux, comme on le voit si souvent dans la "world music". Au contraire, nous rêvons que par l'information, les occidentaux puissent s'adapter un peu aux musiques et aux façons de vivre de ces populations.

Depuis 2008, nous avons publié 3 enregistrements concernant les Touaregs (compilation "Ishumar", Terakaft, Azawad) et un concernant les Sahraouis (Aziza Brahim). Les projets en cours concernent de jeunes musiciens touaregs.



Lors du travail préparatoire sur la compilation "Ishumar", nous nous sommes rendus compte à quel point il était difficile de trouver de l'information sur les musiques touarègues, hormis quelques groupes phares comme Tinariwen ou Tartit. C'est ainsi que nous est venu l'idée de créer un site qui serait comme une grande base de données recensant artistes et enregistrements connus. Le site est collaboratif et nous incitons chacun à partager avec la communauté ces connaissances.

En plus de l'aspect musical, nous proposons une sélection de textes, de sites, une bibliographie et une filmographie, ainsi qu'un lexique expliquant certains textes musicaux. Le site est multimédia avec une centaine de titres en écoute sur Radio Tamasheq et une sélection de vidéos à voir sur TV Tamasheq.

Depuis peu, nous développons notre propre contenu avec quelques interviews de musiciens réalisés spécialement pour tamasheq.net.

Enfin, la boutique en ligne propose une petite sélection de CD, DVD, livres ou mp3, dont beaucoup ne sont trouvables nulle part ailleurs.

© Sedryk, Reaktion - Music of the Sahara et tamasheq.net


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A colecção "Le Chant des Fauves" da Editora Reaktion
por
Sedryk




A idéia da colecção surge da música como um veículo para transmitir ao público ocidental informações sobre as condições de vida (ou de sobrevivência), das populações do deserto do Sara, evocando aspectos políticos, climáticos, sociais, entre outros. Muitas destas informações não são cobertas pelos grandes orgãos de comunicação social, como por exemplo a política obscura da França em África.

Além de pretendermos possibilitar a descoberta de boa música, queremos oferecer "disques intelligents" para aqueles que querem ir mais longe, abalando alguns dos estereótipos herdados da colonização (o tuaregue enquanto “l’homme bleu” com o seu camelo ...).

Os nossos CDs são sempre acompanhados por livros (mesmo nas vendas online) que apresentam textos de antropólogos, etnólogos, historiadores, activistas e outros.

Num plano económico, um segundo objectivo é, naturalmente, permitir a estes artistas e às suas famílias viver um pouco melhor através da sua música. A Reaktion está estruturada enquanto associação, baseada no voluntariado. Os lucros obtidos servem para pagar os royalties aos artistas (valores acima da média em relação às editoras clássicas) e auto-financiar os respectivos projectos. Esta estrutura ligeira e sem encargos, permite-nos não ter a necessidade de estratégias de marketing do show-business, dado que não temos qualquer obrigação de apresentação de resultados. Essa é igualmente a razão pela qual previlegiamos as vendas online. Tal facto permite-nos publicar mais gravações, incluindo gravações com baixo potencial comercial, destinadas a públicos mais restritos e não para o público em geral.

Em termos artísticos, não queremos formatar os artistas tendo em conta os gostos ocidentais, como tantas vezes acontece na "world music". Em vez disso, pensamos que através da informação, os ocidentais possam adaptar-se um pouco à música e aos modos de vida destas populações.

Desde 2008, lançámos três registos relativos à música tuaregue (compilação "Ishumar" Terakaft, Azawad) e um sobre sarauis (Aziza Brahim). Os projetos actuais envolvem jovens músicos tuaregues.



Durante os trabalhos preparatórios para a compilação "Ishumar," apercebemo-nos da dificuldade em encontrar informações sobre música tuaregue, para além das bandas já conhecidas tais como os Tinariwen ou os Tartit. Assim, decidimos criar um site que seria como que uma grande base de dados de artistas e gravações. O site é colaborativo e encorajamos todos a partilhar os seus conhecimentos com a comunidade.

Além do aspecto musical, oferecemos uma selecção de textos, sites, uma bibliografia e uma filmografia, bem como um glossário explicando alguns dos textos musicais. O site permite ainda o acesso a uma centena de títulos disponíveis na Rádio Tamasheq e a uma selecção de vídeos para ver na TV Tamasheq.

Recentemente, desenvolvemos o nosso próprio conteúdo com algumas entrevistas a músicos realizadas especificamente para a tamasheq.net.

Por último, a loja on-line oferece uma pequena seleção de CDs, DVDs, livros, mp3, muitos dos quais não disponíveis em nenhum outro lugar.

© Sedryk, Reaktion - Music of the Sahara e tamasheq.net

16/06/2009

Tinariwen (2009) Imidiwan "Lulla"


© Tinariwen, Independiente Records

Encontra-se já disponível online para download a música "Lulla" do novo álbum dos Tinariwen Imidiwan: Companions.

Trata-se do 4º álbum dos Tinariwen e será lançado no próximo dia 29 de Junho. O álbum foi gravado em Tessalit (Adrar des Ifoghas) no Mali e foi produzido por Jean-Paul Romann (Lo'Jo, Terakaft). O CD inclui ainda um making of da gravação do álbum.


© Tinariwen

World music review: Tinariwen, Imidiwan
Any band that hails from outside the white picket fence that encircles pop's cosy, English-speaking kingdom will at some point encounter a fork in the road. Having achieved exposure by staying true to their cultural roots, the apple of "assimilation" is dangled and with it comes the temptation to make music that is more instantly familiar to sensitive western ears. It's a dangerous choice, one which scuppered the Bhundu Boys 20 years ago as they slid into "everybody clap your hands" banality. It also arguably diluted the excellence of Amadou and Mariam's post-breakthrough album Welcome to Mali, which occasionally meandered into Anglicised vapidity.

Tinariwen, however, are made of sterner stuff. For more than 30 years, this ragged band of rebel Touaregs from Mali who, like their music, are all bone and sinew, have been filling the open spaces of the northern Sahara with their endless, winding blues. Throughout the past decade they have graduated from the Festival of the Desert to Womad to the South Bank to Glastonbury, and from there into the full glare of the press.

2007's superb Aman Iman completed the journey, turning Tinariwen into proper rock stars. Thankfully, Imidiwan reveals no Faustian pact with fame. Their fourth album betrays none of the tell-tale signs of a world music act pandering to a Western audience, no half-hearted style-hopping or pidgin-English sloganeering. Aside from parentheses after each song title containing a colloquial English translation, it's very much business as usual. This is good news. In the manner of most great bands, Tinariwen are largely content to do one thing brilliantly. Like the Rolling Stones, the Byrds, Kraftwerk and AC/DC, they have created a sound that is theirs and theirs alone - a rolling, dusty groove whipped mercilessly into great uncoiling waves of rhythm, overlaid with the mournful, atavistic moan that remains the expressive birthright of the world's dispossessed, whether they be Mississippi cotton-pickers, displaced Aborigines or north African nomads.

Tinariwen's signature sound is hard-wired into Imidiwan, from opener Imidiwan Afrik Tendam to the fuzzy funk of Tahult In, and it carries an emotional resonance that transcends language. This is deeply personal music, with scant regard for commercial considerations; it's geography and history that really count. The climate, landscape and tumultuous events that define Mali's desert region brands Imidiwan with an in-built narrative and a compelling sense of drama.

Other highlights include Kel Tamashek, a dervish jig that's all jagged riffs, and Chabiba, a staggeringly beautiful anthem to youth. Only the nameless closing instrumental seems guilty of trying too hard. Drifting in ominously like a sandstorm on the horizon, it's heavy on atmospherics and shifts a little uncomfortably into U2 territory, the end result sounding rather aimless. That minor gripe aside, Tinariwen just keep on keepin' on, relentless and brilliant as the Saharan sun.

Graeme Thomson
The Observer,
Sunday 14 June 2009

27/05/2009

Tinariwen


© Thomas Dorn

Vencedores do galardão de melhor formação World Music do continente africano, pela BBC em 2005, os Tinariwen encontram-se profundamente ligados à causa do povo Tuaregue, apelando à consciencialização política para problemas como o exílio, a repressão e a extradição nos diversos países do deserto do Sara.

Conhecidos como o primeiro grupo a fundir a música tradicional Tuaregue com guitarras eléctricas, os Tinariwen são mais do que um grupo musical, representam uma verdadeira associação cultural com um objectivo muito forte: a defesa de um povo e da cultura Tuaregue.


© Tinariwen

Post originalmente publicado em Imagens: impressões, expressões...